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terça-feira, 9 de abril de 2013

Amanhã...

Poderá ser o dia em que descubra o que há de errado comigo. Felizmente estou a ser seguida por um médico que decidiu pedir uns exames e análises mais completas a ver como é que anda este corpinho, que ultimamente não se tem portado muito bem.

Até lá, é pensar noutras coisas..

terça-feira, 26 de março de 2013

Vida..

E depois de um internamento que pareceu uma eternidade, um mês depois surge-me o mesmo problema.
O medo de voltar a ficar internada era muito, mas mesmo assim lá fui eu novamente ao serviço de urgência porque tinha que ser.
Desta vez, felizmente, fui atendida por um médico muito bom.
Vim com aantibiótico prescrito e uma consulta para início de Maio, para ser seguida por ele.
Diz ele que é para investigar melhor e provavelmente fazer uns exames complementares.
Seja o que deus quiser.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Homem com dois "instrumentos"

Já não bastava ver um segredo no blog Shiuuu, onde um homem revelava que chamava o seu instrumento de Rei Leão, deparo-me com esta notícia.
Ao que parece, anda por aí um rapaz de 19 anos com dois Reis Leões.
É uma doença rara de nome difalia, que normalmente é caraterizada pelo homem ter dois pénis, mas apenas um é funcional.
O mesmo não acontece neste caso. O rapaz pelos vistos tem os dois funcionais e referem que estes têm tamanhos superiores ao da média brasileira. Diz que medem, cada um, 17 cm de comprimento e 11,5 de diâmetro. Não estou aqui de régua mas acho estas dimensões assustadoras. De certeza que não mediram um pepino gigante em vez do Rei Leão?

E o melhor de tudo é a afirmação do rapaz:
Para Pedro, "ter dois instrumentos foi uma bênção. Posso transar e mijar ao mesmo tempo".

Notícia aqui.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Fim do Diário de uma Rapariga Hospital #4

Felizmente foi sol de pouca dura.
Estou agora no conforto do meu lar com o mais-que-tudo e sabe tão bem.
Já recuperei as energias e dormi um bocadinho.
Agora é água, muita água. E tomar a medicação a horas certas e, se Deus quiser, isto não há-de voltar tão cedo.

Obrigada por todos os comentários :)

Diário de uma Rapariga Hospitalizada #3

A noite podia ter sido pior.
Estive acordada o máximo que pude para deitar-me o mais cansada possível e adormecer logo.
Tenho o melhor namorado do mundo, que fica ao telefone a fazer-me companhia até ir para a cama. Mesmo  que as palavras sejam poucas nós estamos lá um para o outro.
Quanto à noite, foram vários os barulhos, o ressonar descomunal de uma roommate e as visitas da enfermeira. Mas o cansaço era tanto que nem isto fez-me perder o sono.
No entanto, estou acordada deste as 7h porque a partir daí não há quem consiga adormecer devido à correria frequente pelos corredores.

Ainda não vi o meu médico e não sei o que vai ser de mim. Estou bem, como nova. Por isso a minha grande esperança é ter alta hoje. A ver vamos.. Enquanto isso não acontece, rezem por mim haha

Lisa

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Diário de uma Rapariga Hospitalizada #2

Vim para a cama, na enfermaria que estou a dividir com duas senhoras.
Estou muito silenciosa no meu portátil porque isto já está tudo às escuras.
E uma senhora decide ouvir os toques polifónicos do seu telemóvel.
Pois.

Diário de uma Rapariga Hospitalizada #1

Este é apenas o dia 1 e começo a enlouquecer. Sei que provavelmente isto esta relacionado com o fato de eu ter uma falta de paciência enorme que não ajuda nada em situações destas.
Adiante..
A comida não presta. Olha a novidade.. nunca se ouviu falar em comida de hospital boa, certo? Pelo menos a daqui não é. Sem sal, o arroz parece bolas de ping-pong (a sério). E quanto à sopa, nem vos falo.
É raro o tempo que passo na minha enfermaria. Estou acompanhada de duas senhoras muito faladoras e acho que agora não tenho humor para isso. Nem para isso nem para fingir que quero falar e sorrir para toda a gente a não ser para os meus.
Portanto, venho para a sala da televisão onde estou a maior parte do tempo sozinha. Quando não aparecem uns intrusos. Aqui fico bem, embora desconfortável.
Mas tenho a minha privacidade, as minhas visitas ficam aqui comigo e não tenho ninguém a ouvir as nossas conversas.

Trouxeram-me o jantar às 19h.

A sopa estava boa. A massa foi cozida só em água e a omelete até está saborosa.
Não vou tocar nos bróculos. Têm mau aspeto.
E acabei de tentar segurar num copo de sumo inexistente. Apenas tenho este maravilhoso 1,5l de água a juntar aos outros 1,5l que já bebi hoje.

E por enquanto é isto.
Preparem-se para muitos posts deste género. Peço desculpa a quem não te interesse em ler, mas isto é apenas uma maneira de me manter ocupada e deitar as coisas cá para fora. Estou a precisar.

Have a nice week. :)

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Ai...

Foram 4h de inglês praticamente sem parar. Como diz a professora, todos os fins-de-semana levamos com uma lavagem cerebral que só nós sabemos.
Estou a aprender imensa coisa a nível da área da saúde mas também estou a melhorar a minha pronúncia, a rever gramática que já nem lembra ao diabo e coiso-e-tal.
É cansativo acordar às 7h45 num sábado quando estás de férias, mas acaba por valer a pena.
O que me impressiona é que as pessoas mais velhas (30 e tais aninhos) que estão a frequentar o curso comportam-se muito pior do que nós, com 20. É um barulho insuportável, mesmo.
Mas fazendo um esforço muito grande para prestar atenção ao que a professora diz, consegue-se. É muito mais cansativo mas consegue-se.


domingo, 27 de janeiro de 2013

Ontem fui ao Serviço de Urgência

Depois de umas duas horas à espera do resultado das análises e raio-x, saí de lá igual no que toca a saúde mas mais leve: paguei 31 euros devido às taxas.
Quando a senhora da secretaria me disse o valor, a única coisa que me saiu foi: "Graças a Deus! Têm multibanco? Não tenho essa quantia na carteira". E pensei: quase que saía mais barato ir ao médico privado.
E a isto adicionem 12 euros de medicação (antibiótico, antieméticos e afins..).

É a vida..

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Da incompetência dos nossos serviços de saúde.

Ora bem, há precisamente 21 dias atrás o meu pai caiu e ficou com dor intensa no ombro. Dirigiu-se ao serviço de urgência, foi visto pelo médico que mandou fazer um raio-x o qual foi observado posteriormente. Olhou e analisou, concluindo que o meu pai não tinha nem fratura ou muito menos uma luxação. 
Lá veio o meu velho (que não é velho, é só a minha maneira fofa de o chamar) com uma prescrição de 2 anti inflamatórios em comprimido que, passado uma semana a tomá-los, não serviram de nada.
Então, como a dor não melhorava, voltou ao serviço de urgência e foi visto por outro médico. Chegou lá às 4h da manhã e foi atendido às 6h porque a médica estava na sua hora de descanso (ha ha ha)...
"Ah e tal, não tem nada de especial. Uma tendinite aí no ombro." 
E lá veio o meu pai com uma prescrição de 2 anti inflamatórios intra musculares (que eu tive o prazer de administrar com muito carinho no eu rabiosque) e um penso transdérmico para aliviar a dor.
Passado uma semana, terminado o tratamento com esta medicação, a dor continua a mesma (ou pior).
Com isto, o meu pai foi a outro médico que disse-lhe que não tocava no meu pai porque via-se perfeitamente que estava fraturado (pela postura, etc.) e que o meu pai devia dirigir-se a um ortopedista.
Dado esta crise em que estamos, não há grandes luxos para ir a médicos privados pagar 50 euros para consulta e outros 50 para os exames a realizar (se não mais..) e, por isso, lá foi hoje o meu pai para o serviço de urgência pela terceira vez.
Levei-o até lá (porque até conduzir custa-lhe) e no percurso fomos treinando o discurso dele. 
"O pai diz que veio aqui à primeira vez, o que fizeram e o que prescreveram. Diz que veio segunda vez, o que fizeram e o que prescreveram. E depois fala do que o médico disse-lhe. Não mexa o braço! Nada mesmo. Tem que ser assim para eles perceberem o que se passa. Se o pai disser que consegue mexer qualquer coisa, eles vão tentar despachar."
Foi logo visto pelo médico, não levou uma hora no serviço de urgência e tem uma fratura no ombro. Resultado: está de baixa até 3 de Janeiro, com o braço suspenso.
Há males que vêm por bem. Como o meu pai trabalha de noite, não ia passar o fim-de-ano connosco. Agora vai.

Mas isto é mesmo uma vergonha.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Das Urgências #1

Hoje deram-nos a conhecer os horários e como já era de esperar, eu e o meu mais-que-tudo temos horários completamente opostos. Conseguimos conciliar algumas coisas e arranjar um tempo só só para nós mas vai custar. Faço amanhã à tarde o meu primeiro turno. Estou entusiasmada mas ao mesmo tempo ansiosa. Não sei o que me espera.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Da Enfermagem.

Infelizmente, a enfermagem é muito pouco reconhecida pela nossa sociedade actualmente. Disseram-me, com muita frequência: "vais estudar para limpar m*rda e dar injecções? Tantos anos de estudo para isso!". É algo que custa a ouvir e que se ainda não ingressamos no ensino superior, faz com que suscite muitas dúvidas. Aconteceu comigo mas não me imaginava a fazer outra coisa e por isso, bati o pé e lá entrei em Enfermagem mesmo com a minha mãezinha a dizer "Oh filha, não vás para isso! Trabalhas tanto e ganhas tão pouco.".

Perguntam-me, com muita frequência, se gosto do curso que estou a tirar. Eu respondo com firmeza: adoro. Felizmente tenho tido várias oportunidades de aprendizagem, já passei por vários estágios em várias áreas. Claro que existem umas que gosto mais do que outras mas, no global, adoro a minha futura profissão.

Algo que sempre me fascinou nesta área e foi o que fez com que esta fosse a profissão por mim dedesejada é o contacto e a relação que existe entre enfermeiro-utente. Como disse, as pessoas definem muitas vezes a Enfermagem como "mudar fraldas". Não vou mentir: mudamos muitas fraldas, especialmente em serviços onde a maior parte dos utentes estão acamados. Se gosto? Oh, tem coisas melhores mas também existem coisas piores.
O que vos digo relativamente a isto é o que tenho vindo a presenciar das poucas mas excelentes experiências que tenho vindo a ter: por vezes, essa pequena coisa de que toda a gente fala como se fosse algo horrível é ao que os doentes dão mais valor e todos eles dizem muitas vezes: "Menina, desculpe! Que vergonha.." e isto toca-me imenso.
Imaginem-se numa cama durante semanas e não terem como tomar banho, urinar ou defecar sem ficarem todos sujos, não ser capaz de alimentar-se porque não conseguem mexer com os braços. Já pensaram nisso? 
Agora, imaginem ter alguém que vos pudesse fazer isso sem pedir nada em troca. Que vos aparecesse no quarto com um sorriso, mostrando que a vida ainda existe lá fora e que quando sair daquela cama, tudo recomeça? Para mim, esse é o papel do enfermeiro. 
Acreditem que nós sabemos muita coisa. Estudamos muito sobre patologias, medicação e tudo o que é feito, como o simples lavar das mãos, tem a sua razão de ser e nós também temos conhecimento disso. Durante os estágios, temos uma professora à perna que nos pergunta cada vez que damos um passo qualquer questão sobre medicação relacionando com a patologia do utente.
Mas para quem é alvo dos nossos cuidados, de que vale termos todos os conhecimentos do mundo e não sermos capazes de estabelecer uma boa relação com alguém, ser empático, respeitar o outro e acreditar nas suas capacidades?
Para mim, ser enfermeiro é mais do que o "fazer". Ser enfermeiro é cuidar, como uma mãe cuida de um filho. É mostrar que, tendo em conta cada situação, ainda há esperança. É trazer alegria à vida de alguém a quem um sorriso é difícil de arrancar.

Por isso se me perguntam se estou a gostar do curso até agora, digo com toda a certeza que sim. Nós não só cuidamos como cuidam de nós e não há nada que traga mais felicidade do que isso.
Para mim não importa o que a sociedade em geral diz. Importa-me sim o que as pessoas de quem cuido dizem dos meus cuidados e se essas estão satisfeitas, eu sou feliz.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Das visitas domiciliárias

Hoje foi dia de passar pela casa de não sei quantas pessoas juntamente com a minha enfermeira. São as chamadas visitas domiciliárias, para aquelas pessoas que não têm a possibilidade de ir até ao centro de saúde. 
Foi extremamente interessante e ao mesmo tempo triste. As condições em que as pessoas vivem no bairro que visitei hoje confundem-me. Não é o facto de ser um apartamento pequeno, nem muito menos ter uma falha no tecto. É a arrumação e a limpeza que (não) existe naquelas casas. Coisas em cima de coisas que estão em cima de mais coisas. Para não falar do facto de que, apesar de irmos a casa de uma pessoa para realizar um penso a determinada ferida e conversar com essa pessoa, existem sempre mais problemas a acrescentar. Nestas situações um problema nunca vinha só.
Existem situações mesmo exaustivas, em que é tudo depositado numa pessoa só e, com isso, até essa pessoa fica doente. A situação mais complicada com que me deparei hoje e será essa que vou usar para o meu "estudo" é de uma senhora que é o pilar da casa porque o marido tem obesidade mórbida. Tem uma ferida na sacro que nem vos sei dizer o que é, uma perna que não vos sei explicar como está. Para além do marido, tem duas filhas: uma com síndrome de down e outra com esquizofrenia. Digam-me, como é que conseguiam estar num ambiente assim? 
A senhora faz tudo, cuida de todos, define prioridades e esquece-se de si mesma. É a sua família e ela quer preservá-la. Mas, com tudo isto, sofre agora de depressão tendo já sido internada duas vezes.. E agora..?

Realizar estas visitas domiciliárias faz-me ficar ainda mais grata por todas as pequeninas coisas que tenho na minha vida. Nós queixamo-nos tanto e muitas das vezes sem razão alguma.
 
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