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domingo, 8 de junho de 2014

Habemus casa!

Como já devem de ter visto no meu facebook do blog (se não estão a seguir, passem por lá - é só clicar no ícone do facebook debaixo do meu perfil), encontramos casa.
Caiu-nos assim do céu. Uma enfermeira que trabalha comigo e que tem acompanhado os meus baixos nesta jornada ficou, por sorte, com uma das casas que ela estava a arrendar a dois farmacêuticos disponível exatamente na altura que precisávamos. E a casa é exatamente o que nós estávamos a idealizar. 
Queríamos algo espaçoso mas não demasiado para não sentirmos a casa vazia. Queríamos quartos para poder receber a família que possa vir de Portugal. Ou os amigos que temos espalhados pelo Reino Unido.
Queríamos uma casa, não um apartamento. Porque vivemos agora num apartamento e não gostamos muito de estarmos sempre a ouvir o vizinho do andar de cima a fazer o amor ou os miúdos a correr que nem malucos.
Queríamos um jardim. Para plantar uma ou outra flor e fazer churrascos no verão.
Queríamos uma casa que soubéssemos que tinha tudo o que precisamos agora ou que poderíamos precisar no futuro. Porque a realidade é que não sabemos quantos anos vamos ficar por cá.
Queremos voltar para a nossa terra? Claro que sim. Mas não sabemos o que o futuro nos reserva. É tudo demasiado incerto e temos aprendido isso ao longo destes oito meses. Sim, já lá vão oito meses a viver no Reino Unido.
E, como estava a dizer, esta casa é exatamente o que queríamos (ou eu queria haha). Estou mesmo, mesmo feliz. Dia 1 de Julho começamos com as mudanças. E, se deus quiser, já nesse dia passamos a viver lá e deixamos este pequeno apartamento para trás. Não quero saber se vou ter montes de coisas jogadas por todo lado, não me importo. Quero começar de novo. Esta experiência do nosso primeiro o emprego no Reino Unido será para esquecer no segundo após terminarmos o nosso último turno (e, como já referi no post anterior, quando tudo isto acabar posso falar sobre o que eu e o meu namorado passamos).

Mas bem.. vamos viver na mesma cidade mas mudar de área, perto do hospital - o nosso futuro local de trabalho! Aliás, a nossa casa fica mesmo em frente ao hospital. Pode parecer estranho para vocês mas agrada-me tanto!
É uma zona muito gira, as sirenes não nos vão incomodar uma vez que eles as desligam quando estão perto das redondezas do hospital, e vamos para o trabalho a pé.
Não podia estar mais feliz com isto. Estou ansiosa para voltar a organizar o nosso novo lar. E espero bem que esta seja a última vez que tenha que mudar de casa. É já a segunda vez e quero que seja a última. Se houver próxima, que seja quando voltar para a Madeira.

E fico-me por aqui, se não acabo por escrever um post do tamanho de um livro e não é isso que ser quer.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Em busca da casa perfeita.

Entrege a carta de demissão.

Emigrar não é coisa fácil. Sortudos aqueles que emigram e calham no local certo, no emprego certo e têm sorte nas pessoas que entram nas suas vidas.
Depois tem aqueles que, como eu e o meu namorado, paramos num sítio com más pessoas. Que pensam que por sermos portugueses somos estúpidos/burros e que nos podem enganar à força toda. É o nosso caso.
E, portanto, como já disse logo no início, carta de demissão entregue e novo trabalho encontrado. Passamos à entrevista e começamos em julho.
Antes de começarmos vamos à Madeira matar saudades e ganhar energia para uma nova etapa.
E antes de irmos à Madeira estamos a tentar encontrar um novo lar, outra vez. Vamos começar tudo de novo, de fresco. Amanhã vamos ver outra casa. Desejem-me sorte.

Desculpem a minha ausência mas isto têm sido uns meses complicados com tudo isto do trabalho. Entregar a carta de demissão e ter que ficar 3 meses até sair como devem imaginar não é tarefa fácil. Se me demiti é que não gosto nem quero estar ali. Mas o que está no contrato escrito está e não podemos fugir a isso.

Com tempinho posso explicar o que se passou no trabalho. É uma má experiência mas eu aprendi com isso e vocês podem também aprender. Se calhar amanhã, com tempo, conto-vos  aminha história. Preparem-se que vai ser longa.

sábado, 12 de abril de 2014

Volta - a emigração (outra vez).


Há coisa de 6 meses atrás (mais precisamente 6 meses e 4 dias) eu emigrei. Como muitos enfermeiros emigraram. Como muitos mais Portugueses emigraram. E chorei.
Chorei por deixar a minha família, principalmente. Chorei por deixar a minha ilha, o meu quarto com parede vermelha, os meus livros, a minha caricatura, o meu cantinho. Chorei por não poder exercer a minha profissão no meu país. Chorei porque os meus pais e irmão choraram. Chorei porque ia para um sítio desconhecido. Outra língua, outras pessoas. E chorei muito.
Nessa noite antes da grande ida, dormi com os meus pais. Não tenho vergonha de dizê-lo. A tristeza era muita e o medo também. Não conseguia adormecer, sentia vontade de vomitar devido ao nervosismo. E chorava. Dormir com eles foi a única maneira de me acalmar.
Isto é muito díficil.
Pensem bem: a vida é feita de mudanças, transições e adaptação. Mas não assim tudo de uma vez. A lei da vida (que agora não serve de nada) é crescer, tirar um curso (ou não), arranjar trabalho, uma relação e mudar de casa. De um modo progressivo. Agora não é bem assim.
De um momento para outro, acabaste a licenciatura. E agora? - perguntas.

Agora, como muita gente faz, emigras. Mudas de país, de língua, de casa, de vida. Emigrar não é fácil. Não é fácil por deixarmos a família, sim. E não é fácil lá. Seja no Reino Unido ou outro sítio qualquer. Não é fácil adaptar-se, arranjar um cantinho a que possas tratar de lar doce lar. Viver para além do "casa-trabalho, trabalho-casa". É difícil.
E é ainda mais díficil quando não calhas no sítio certo. Quando sentes que por seres emigrante, porque o teu país vive com dificuldades, eles pensam que podem abusar de ti. Que só pensas em dinheiro e por isso podes esfarrapar-te a trabalhar. Quando pensam que por seres emigrante ou por seres Português és estúpido e podem enganar-te.

Mas, na vida, aprende-se com os nossos próprios erros, com as nossas cabeçadas na parede. E temos sempre que tirar os aspetos positivos naquelas alturas em que a nossa vida não é mesmo um mar de rosas. É daí que vem a nossa força.

Amanhã vou voltar ao Reino Unido. Por esta altura ando a voar pelos céus estrelados. Esperam-me mais uns meses de luta, de trabalho e, espero eu, de mudanças. Mas para além disto, esperam-me momentos a dois com o meu mais-que-tudo, que me tem acompanhado nesta jornada pela vida. Com o nosso gato Leo. E no nosso lar doce lar, pequenino e acolhedor.

Amanhã vou chorar novamente. Porque vou, novamente, deixar a família por alguns meses. Porque agora não vou para o desconhecido. Vou sim para algo que sei bem o que é. E, infelizmente, esta é também uma razão para chorar.
Talvez da próxima vez que voltar a minha ilha e tiver que regressar a terras de sua Majestade seja diferente. A minha mãe diz que só me custa tanto voltar não só porque deixo a família e vou sentir saudades mas também porque não estou a gostar do sítio onde estou a trabalhar e talvez ela tenha razão.

Mas vou. Na esperança de melhorar. E vou lutar por isso. Porque a vida não é feita de desistências. A vida é feita de luta e aprendizagem. Sei que os meus pais, irmão e namorado têm orgulho em mim. Tal como eu tenho neles.
Eu espero um dia contar a minha (a nossa) história aos nossos filhos com orgulho. E que eles sintam tanto orgulho em mim como eu hei-de sentir por eles.

Eu vou, mas volto. Como os meus pais me disseram há 6 meses e 4 dias atrás, eu vou mas não morri. Eu volto. Vou abraçá-los de novo, enchê-los de beijos e viver boas memórias a acrescentar às que já existem. E daí a música no início. É de chorar quando há aqueles que vão e não voltam. Deixam a saudade, a vontade de ter mais tempo com eles e as memórias. E isso dói.

Eu vou, mas volto. (E isto podia dar muito bem o título de um livro. Se é que já não existe.)

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Um dia olhas-te ao espelho e vês como estás parecida com a tua mãe

Tem sido assim comigo. Para além de sermos parecidas fisicamente (acreditem, sou mesmo parecida com ela.), ando a apanhar as manias dela, quer sejam de limpezas, de não conseguir estar parada e outras mais.
Quando a minha mãe fazia noites, tinha o hábito de fazer tudo e mais alguma coisa - limpava a casa, fazia um bolo, ia as compras, o que fosse. E eu dizia: "Mãe, não se esqueça que vai trabalhar à noite. A mãe precisa é de descansar para ter energia para estar a noite toda acordada".
E ela não ligava, dizia que ficar parada era pior e eu raramente percebia. Para mim tinha lógica era descansar para estar a 100% ao fim do dia para ir para o trabalho.
Hoje eu percebo. Hoje vou fazer noite e tinha a ideia de ficar na cama até sei lá que horas e levantar-me só para fazer o jantar, tomar banho e siga para o trabalho. Mas não. Se ficar na cama é pior. Se não fizer nada é pior porque fico mole, sem energia, sonolenta. Por isso já me levantei, já arrumei o quarto, vou tratar do almoço e aspirar a casa. Vou arranjar coisas para fazer. Porque se não fizer nada, é pior. Não só porque fico com muito menos energia (se é que isto tem lógica) e também porque penso e re-penso na minha vida. Especialmente quando o mais-que-tudo está a trabalhar e eu estou em casa sozinha.
É pensar que estou aqui "sozinha", que quando o namorado não está eu não falo com ninguém o dia todo a não ser no Facebook e, com sorte, no Skype quando a minha mãe está por casa durante estes dias. Porque é muito difícil fazer amigos quando estás num país diferente e uma língua que não é tua.
Estas pessoas têm hábitos que não são iguais aos teus, vivem de maneira diferente com a qual não te identificas muito. E sim, é bom conhecer outros hábitos de vida e blá blá blá. Mas se não te identificas, como é que consegues aproveitar e ter uma boa conversa de café? Ainda não consegui isso.
Mas sabem qual é a minha sorte? Ter um namorado espetacular que não se importa que eu chore sem razão quando sinto que é preciso e dá-me todos os dias força para seguir em frente. Porque como ele diz, mais um dia de trabalho é mais dinheiro que poupamos para ter a nossa casa no futuro. E assim vamos vivendo o dia a dia. Ambos felizes, muito felizes por estarmos juntos. Mas ao mesmo tempo com o coração apertadinho.

E agora apercebo-me de como este post deu uma volta de todo o tamanho.
Já agora, as coisas vão melhorar porque a minha prima e o seu marido vêm para cá trabalhar na mesma empresa que eu. Vai ser bom ter família por perto. Alguém com quem falar sem ser virtualmente, alguém com quem ir às compras, divertir-se. Ver filmes de raparigas, rir e ter conversas nossas.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Happy, happy

Sinto-me cada vez mais realizada de dia para dia com o meu desempenho tanto no trabalho como como dona de casa.
Sei que estou a evoluir no trabalho pois sinto-me cada vez mais à vontade e segura das minhas decisões. Sinto-me mais confortável com a língua, estou a ganhar confiança. Sinto que o staff simpatiza comigo e com o meu método de trabalho. Já não mostram sentir-se "inseguros" ao trabalhar comigo só porque sou a nova enfermeira e tenho apenas 22 anos. Gosto do que estou a fazer, sinto-me inteligente e a evoluir de dia para dia. Ser enfermeira aqui é diferente de ser enfermeira em Portugal. Apesar de estarmos muito bem qualificados, em Portugal os médicos por exemplo não valorizam a nossa palavra. É rara a vez que isso acontece.
Aqui, é muito frequente os médicos pedirem a nossa opinião. E isso exige muito de nós. Exige um grande poder de observação e o que chamamos olho clínico. Sinto que estou a evoluir também nisso e gosto, muito!
Quanto à parte da dona-de-casa, sinto-me bem nesse aspeto pois noto que com o passar do tempo sinto que o local onde estou está a tornar-se no meu lar. E é difícil fazer isso quando estamos habituados ao nosso cantinho, na casa da mãe.
Tenho me esforçado sempre para tornar este simples apartamento no nosso cantinho. Com coisas nossas, ao nosso gosto. Um local confortável que sentimos como a nossa casa e não só como o local para onde vou depois do trabalho e durmo. Quando cheguei cá, isto era um simples apartamento. Desorganizado e nada fazia sentido. 
Agora, depois de virar e revirar muitas coisas, comprar almofadas para a sala e outras decorações, começo a senti-lo como o meu lar. Mesmo que não tenha uma cozinha (sim, temos quarto, sala de estar/jantar e WC. Mas a cozinha é no rés-do-chão, uma cozinha comum. O que é indiferente pois at the moment não está mais ninguem a viver cá).

Portanto isto tem sido a minha vida - muito trabalho, descanso suficiente e nada de jantares em família, café com a mãe ou coisas parecidas (não imaginam a "comichão" que me faz quando leio os vossos posts sobre momentos em família!) .. Porque não os tenho por cá mas... não é por isso que não me sinto feliz e bem comigo mesma. As coisas estão a ganhar rumo. Estou cá há 2 meses e 2 dias e ainda me estou a organizar. Estas coisas levam tempo!

I'm the king of the world! Um dos lugares que mais gosto em Blackpool. Porque permite-me estar perto do mar, uma das coisas que tenho imensas saudades na minha terra linda.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Ready, set, go ...!

Tomar um duche, agarrar-me ao namorado a ver uma série ou outra. Preparar o jantar para as 19h15 e sair de casa às 19h45 para uma noite de 12 horas. E não é só uma. Vou fazer três noites seguidas. Ou seja, chego amanhã de manhã, durmo até sei lá que horas, e às 19h45 tenho que estar pronta para mais uma noite e no dia seguinte mais do mesmo! Espero me aguentar bem e espero que passe rápido!
Acendam uma velinha, vá. Sei que há muita gente que faz isto com uma perna às costas mas é a minha primeira vez. E a verdade é que eu durmo muito pouco quando chego a casa por isso é que digo que pode ser difícil de me aguentar. Mas com umas bolachinhas e muitos chocolates durante a noite para me dar energia, eu vou lá!

Vou dando notícias! 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

England

E por aqui estamos. Foi muito dificil deixar a familia para trás.  Muitas lágrimas, abraços e vontade nenhuma de ir embora mas...aqui estou. A adaptação esta a ser feita passo a passo mas devo dizervos que a cidade é mesmo muito bonita.
Ainda não tenho internet em casa mas quando tiver hei-de partilhar as novidades.  O instagram também tem andado parado pois ando com um telefone da idade da pedra pois era o único desbloqueado que tinha. Para a semana vem um novo.
E pronto, é isto.
Deixo-vos uma foto para verem como isto aqui é fofinho!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

The Wind of Change..

Já começou a chuva pelas minhas terras e que saudades tinha dela!
O calor acaba por aborrecer-me um pouco, quando é em demasia. Felizmente já se faz sentir a chegada do Outono!
E não podia deixar de me lembrar que daqui a menos de um mês já não estou cá e isso aperta-me o coração. Sim, eu sei que vou ter trabalho, vou ser muito mais reconhecida do que por cá e vou ganhar muito mais. Mas ter a família longe faz com que tudo isto pareça uma tortura e não uma conquista.
Como têm me vindo a dizer, é uma questão de adaptação e tudo se consegue. E eu só acredito vendo.
O blog vai ser o meu diário, muito mais do que tem vindo a ser. Não se admirem de que este assunto da emigração e as saudades e o choro sejam tema constante cá pelo blog. Acho que vai ser uma das estratégias para lidar com todas estas mudanças.
Se alguém estiver a passar (ou já passou) pelo mesmo que eu, partilhem a vossa vivência se assim o quiserem.

Estou a contar com vocês..


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Que nervoso miudinho!

Hoje, mais uma vez, estou á espera de um telefonema de terras inglesas. Possívelmente será hoje, não sei a que horas, não sei para falar do quê.
É de outro sítio que pouco relacionado está com a Kate Cowhing International Recruitment mas que vejo esperança e mais probabilidade de ter trabalho "garantido".
Conforme correr o telefonema de hoje, faço a minha escolha - ou uma lado ou outro (tudo decidido com o namorado e tendo em conta todos os prós e contras de cada local).
É uma etapa da minha vida complicada mas ao mesmo entusiasmante.

Vamos ver para que lados da Inglaterra hei-de começar a minha vida.


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Entrevistas, oi?

Já tive vários colegas de curso que foram a entrevistas, entre eles o meu namorado.
Eis as situações:
"Queremos pessoas com experiência"
"Volte na sexta-feira para a entrevista porque hoje não está a X (tal senhora que é preciso estar na entrevista e coiso-e-tal). Mas o objetivo será colocar algumas pessoas em integração por 3 meses e depois SE houver vagas no quadro, entram"
"Queremos pessoas com experiência"

Agora é esperar para sexta-feira e ver o que acontece com o namorado. Mas a verdade é que ir para a Inglaterra tem se revelado a melhor hipótese para nós.


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Nova etapa

Acho que ainda não caí na realidade. Sinto-me ainda uma estudante à espera que comece o próximo ano de curso.
Apesar de todo o processo que estou a passar agora à procura do meu primeiro emprego, não me sinto ainda enfermeira. Todas as noites passam-me pela cabeça uma série de pensamentos que trazem insegurança mas ao mesmo tempo uma vontade enorme de começar uma nova etapa da minha vida. Quero que essa etapa comece para sentir-me realmente uma enfermeira. Enfermeira com "E" grande.
Está quase a fazer um mês deste a entrega do meu diploma e não, não me sinto diferente. Não me sinto ainda uma profissional. Acho que para isso é necessário começar a trabalhar, exercer a minha profissão com orgulho e dignidade. Foi para isso que me esforcei este tempo todo.

Dia da Entrega do Diploma

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O tão esperado telefonema!

E não é que ontem, pouco depois de ter escrito o post anterior, recebi o tal telefonema? Parece-me que devia ter feito o post mais cedo! :)
O namorado recebeu o telefonema primeiro e já nessa altura fiquei nervosa (provavelmente muito mais nervosa do que ele). Ele desenrascou-se muito, muito bem e poucos minutos depois, foi a minha vez.
Vejo aquele número gigante no meu telemóvel e parece que tudo vira cá dentro. Lá atendi.
Falei com uma senhora chamada Sally, muito acessível mesmo. Tem um sotaque daqueles, mesmo à inglesa, e isso por vezes complicava um pouco. Mas a senhora fala sempre devagar para conseguirmos perceber.
Seguiu-se uns minutos do que eu chamo "conversa de café", em que ela perguntou porque é que quis seguir enfermagem, porque é que lhes enviei o meu Currículum Vitae e até elogiou o meu inglês (aqui fiquei muito satisfeita).
Depois de tudo isto, vem a parte mais complicada. Pelo que me apercebi, quer pela minha experiência e do meu namorado, e da experiência de outros colegas que já passaram por esta pré-seleção telefónica, a partir do momento que eles vêm que temos um bom nível de inglês, passam logo a uma pergunta teórica, colocando-nos um caso ou algo parecido ao qual temos que responder corretamente.
Então, ao meu namorado, perguntaram quais os 5 C's da medicação. Isto é uma pergunta muito fácil, mas quando tem nervosismo à mistura, esquecemos sempre de uma ou de outra. Com calma ele lá conseguiu responder (paciente correto, medicamento correto, dose correta, hora correta e via de administração correta). Pronto, ele já estava e chegou à minha vez.
A minha pergunta, na altura, não me pareceu assim tão simples. Perguntou-me que cuidados teria que ter num utente com tração óssea. Eu fiquei sem palavras. Bloqueei completamente. Naquela altura, nervosa como estava, não sabia nada. Fui sincera com ela: o meu curso não insiste muito nessa teoria por ser mais específico e que tinha passado apenas dois dias de observação no serviço de ortopedia. Ela compreendeu, deu-me um tempo para pensar e como via que não me saia nada, ela disse: tem calma, e se pensares na circulação sanguínea? - e aqui fez-se luz!
Comecei a dizer tudo o que sabia e que me lembrava. Et voilá, esta já está!
Dado a minha insegurança nesta primeira questão, ela colocou-me outra (malandreca, não é?). E desta vez foi: o que farias se tivesses administrado a medicação errada? E esta para mim foi muito fácil. Lá lhe disse o que teria de fazer e ela respondeu "That's perfect Lisa!". Fiquei muito contente e respirei de alívio, na esperança que as perguntas tivessem terminado... e tinham terminado!
Depois e mais uns minutos de "conversa de café", terminamos o telefonema com ela a dizer-me que iria mandar-me um e-mail com toda a informação sobre a próxima entrevista, onde seria, a hora e que documentos ia precisar de levar.

E assim foi, passei à próxima fase. A próxima fase que, pelo que tenho visto, será um pouco mais complicada mas que se faz com esforço e muita preparação. Tenho mais ou menos um mês de preparação para poder dar o meu melhor. Depois conto-vos como foi.

Para quem tiver alguma dúvida ou queira saber mais algum pormenor, enviem-me e-mail ou dêem sugestão para um post. Terei todo o gosto em ajudar :)

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Faz tempo, hein?

Já lá vai um bom tempinho desde que escrevi aqui no blog. Ando malandra para estas coisas, é verdade. Mas hoje bateu cá uma saudade!
Entretanto, muitas coisas já aconteceram. Como por exemplo, estou finalmente licenciada e agora no mundo do desemprego (uau!). Agora começa a busca intensiva na esperança de arranjar um bom trabalho, mesmo que seja fora do país.
Por essa mesma razão, já enviei o meu Currículum Vitae para a maravilhosa Kate Cowhing. Enviei-o a semana passada, ao qual me responderam muito rapidamente a dizer-me que iam contactar-me esta semana. 
E é isto, aqui tenho andado eu agarrada ao telemóvel vá para onde vá, à espera que me liguem. A chamada tão desejada ainda não aconteceu mas ando na esperança que seja hoje. Esta espera consome.
Tenho aproveitado estes dias para preparar-me para a entrevista telefónica. Tenho falado muito inglês, lido muitos artigos também em inglês, tenho utilizado muito o google tradutor para uma dúvida ou outra e ando sempre com o meu caderno de apontamentos, onde tenho umas informações importantes, para cá e para lá.
A verdade é que informações sobre todo o processo destas entrevistas são muito poucas, mas ainda vamos encontrando alguma coisa aqui e acolá. Estou a pensar partilhar a minha experiência, quer seja aqui ou noutro blog que possa criar. Se for o caso, hei-de partilhar por aqui.

Para além de toda esta situação que traz muita ansiedade à mistura, tenho aproveitado muito bem o verão. Espero que por aí tenham feito o mesmo :)

domingo, 19 de maio de 2013

Olá!

Pois é. Ando ausente deste mundo e sem razão a não ser a falta de tempo.
Ando no meu penúltimo estágio, que apesar de ser muito aborrecido faz-me chegar a casa estafada e não dá vontade para fazer nada.
Já ando a preparar-me para o próximo estágio que vai ter lugar na Ilha vizinha (Porto Santo). Estou muuuuito entusiasmada pois para além de estágio vejo isto como uma oportunidade de me divertir, aproveitar os dias de sol com praia. Tenho saudades de apanhar banhos de sol e nadar até me cansar.
Vou ficar por lá um mês e qualquer coisa por isso hei-de ter um bronze de invejar.
Quanto ao estágio em si também estou entusiasmada. Talvez também por ser o último, indicando o começo de uma nova etapa...

Espero que esteja tudo bem por esses lados do ecrã. Por aqui anda tudo sobre rodas!

E daqui a umas semanas estou eu neste paraíso. Para trabalhar mas ao mesmo tempo aproveitar, relaxar e namorar muitoo!

domingo, 21 de abril de 2013

Amanhã

Amanhã começa a penúltima etapa deste curso que é Enfermagem. Esperam-me precisamente 30 dias de estágio de gestão, em que basicamente tenho que acompanhar a Enfª Chefe em praticamente todos os seus passos. É, parece-me meio aborrecido mas.. bola para a frente.
Tenho que pensar em modos de tornar este estágio interessante, nem que seja ao tentar arranjar melhor maneira de gerir o espaço, ou a criar documentos guia para o registo de doentes hipertensos, sei lá.
Sei que este é o penúltimo estágio e sabe muito bem dizer isto!
O fim está tão perto :) é uma vitória!

E falta uma semana para a Queima das Fitas! É já no sábado, estou muito ansiosa :)

domingo, 31 de março de 2013

Blogue Novo.

E com isto de ser finalista, querer conquistar o mundo, lutar por um futuro melhor e pensar em caminhar rumo ao UK, surgiu-me a ideia de criar um blogue novo em que vou falar apenas de tudo isso que é Enfermagem. O primeiro post está feito e estão a surgir ideias para outros. 

Quem tiver curiosidade é só passar por aqui (clique na imagem):


segunda-feira, 25 de março de 2013

Fitas e mais fitas..

Tinha 10 fitas académicas para escrever (sem contar com a do mais-que-tudo que já está despachada e ficou bem jeitosa!). Duas já estão, faltam oito.
E digo-vos, depois de duas fitas, quer-me parecer que as próximas vão bater quase ao mesmo. Claro que, tenho umas 3 ou 4 pessoas muito mais próximas, e essas sim, terão textos mais personalizados. Mas quanto às outras, o texto não foge muito do "boa sorte", "foram quatro anos mo complicados", "muito boa sorte para a próxima etapa" e coiso-e-tal. Não porque não me sai outra coisa mas porque é, simplesmente, a verdade.
E pronto, faltam-me oito fitas mas não há-de ser hoje que as vou escrever. Tenho ainda as próximas duas semanas de férias para fazê-lo, felizmente..

Ficam aqui os desenhos das fitas. Sim, porque isso já está feito :)


quinta-feira, 21 de março de 2013

Do dia de hoje

Posso dizer-vos que o dia de hoje foi muito produtivo. Simplesmente pela aula de duas horas na parte da tarde.
Existem pessoas que sabem mesmo como captar a atenção dos alunos. Se todos os professores fossem assim, aprendíamos muito mais.
Ficam aqui algumas frases que dão que pensar, umas ditas por ele e outras citadas:

"Ou você tem uma estratégia própria, ou então é parte da estratégia de alguém" Alvin Toffer

"Os analfabetos do Séc. XXI não serão aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que não sabem aprender, desaprender e reaprender" Alvin Toffler

"Se agirmos como falhados, tratam-nos como falhados" Autor Desconhecido

"Quem tem um porquê, suporta qualquer como" Nietzsche

"O sorriso é um indicador de longevidade" Autor Desconhecido

"Não há nenhum processo de crescimento que não tenha dor" Prof. Vitorino

"Vejam o mundo com outros olhos e comecem a procurar uma nova descoberta" Autor Desconhecido

sábado, 16 de março de 2013

Daí-me paciência..

Depois de muito tempo em estágio, quase que me esquecia do que era estudar. Tenho frequência segunda e o teste de inglês na sexta. Já não me lembrava do que era estar colada aos apontamentos durante horas, a tentar perceber a matéria que deixei passar ao lado durante as aulas.
Depois de tantos meses longe de teoria, frequências e trabalhos, voltar a este ritmo custa.
E sabem o que é que custa também? Ser eu a responsável para juntar partes de um trabalho de grupo e receber tudo do avesso. Doenças Cardiovasculares: uma perspetiva entre Portugal e Estados Unidos da América.
Pois, o tema já é complicado. Agora imaginem recebendo tudo do avesso.
E não, não é só a formatação. É mesmo no conteúdo, a forma de escrever e tudo o resto. Ficas a pensar se ouviram mesmo a tua ideia para o trabalho, se sabem mesmo que tema é. Se sabem que informações devemos colocar.
Vi coisas que não fazem sentido nenhum. Tive provas que não ouviram minimamente o tema do trabalho quando, em vez de colocarem Estados Unidos da América, colocam Reino Unido.
Fico a pensar como é que chegam ao 4º ano de uma licenciatura e nem formatar texto ou colocar informação pertinente sabem fazer.

É a vida.

domingo, 10 de março de 2013

Estou viva!

Há muito que não venho cá ao blog. Isto de ter aulas das 9h às 18h tem muito que se lhe diga. Chega-se às 15h e já não entra nada (ou então muito antes disso).
Já são muitos os trabalhos, muita matéria para estudar, frequências bem pertinho e muita coisa de inglês para pôr em dia (felizmente conseguimos adiantar o teste).
Assim, mesmo que os assuntos sejam muitos para vir cá escrever (que por acaso nem é bem assim mas gosto sempre de cá vir escrever) o tempo é muito pouco. No entanto, estou sempre presente pelo Instagram ( @lcatherine11 )

Adiante.. este fim-de-semana foi para pôr o estudo em dia. Não o aproveitei como queria.
Lembram-se de falar em ir para o UK para trabalhar? Pois claro, a ideia mantém-se (porque no fundo tem que ser, não é?) e eu e o namorado já pedimos o nosso aplication pack para nos inscrevermos na ordem dos enfermeiros do UK.
Sim, ainda é cedo. Mas é mesmo só para já o ter, começar a ler e a ver todos os documentos que são necessários pedir, traduzir e autenticar.
Como podem ver, dá uma grande trabalheira portanto o melhor é já ter o aplication pack e ir tratando das coisas aos poucos.
É difícil aceitar esta obrigação de ter que sair do país. Mas tenho que me mentalizar que é pelo melhor, para eu conseguir trabalho e não ficar cá, frustrada, a pensar em como este país está uma desgraça e que a vida não anda para a frente.
É complicado deixar a família. Mas eles apoiam e sabem que isto é o melhor. Por isso, bola para a frente! :)
A quem estiver a passar pela mesma situação, muita força.
 
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