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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Ajudem.

Hoje recebi um pedido de uma amiga, um pedido especial.
Infelizmente está a passar novamente por uma fase muito difícil e a felicidade de toda a sua família depende da ajuda de outras pessoas. Fica aqui a mensagem deixada por ela no facebook, juntamente com a notícia que colocaram hoje no Diário de Notícias da Madeira.

"Olá pessoal. Esta é a minha irmã Rubina. Como muitos de vós sabem ela esta a atravessar uma fase muito muito difícil da vida dela, e consequentemente eu e a minha família também. A minha irmã descobriu que tem um Linfoma a cerca de 1 ano e 3 meses e desde então tem lutado contra o mesmo com vários tipos de quimioterapia e radioterapia mas as coisas não estão a correr bem. Ela agora precisa de um medicamento que é a cura para esta doença mas o medicamento custa 90 mil euros. Venho por este meio solicitar a ajuda de todos para que ela consiga ter o medicamento e poder viver por muitoss mais anos. Peço-vos que partilhem esta mensagem para que haja o máximo de pessoas possível a ajudar.
Foi criada uma conta no Banco Caixa Geral para quem possa contribuir. 
O NIB é 0035 0336 0069 7188 1007 6.
Nem que seja 1euro já fará a diferença.
Obrigada a todos."

Acrescento ainda que esta minha amiga será a dadora da irmã. Falta apenas este tratamento medicamentoso para avançarem com tudo isso. Peço que colaborem de qualquer maneira, nem que seja passando a palavra. Lembrem-se que toda a ajuda é preciosa e fará a diferença.

Obrigada :)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Da vida.

Acabei de escrever uma carta aquela que foi um dia a minha melhor amiga (e no fundo, eu acredito que foi a minha única e será sempre).
Separámos-nos depois do liceu. Ela foi para Braga estudar Medicina e eu fiquei cá na ilha em Enfermagem. Ficou a promessa de que não ia ser isto que ia deitar abaixo a amizade que tínhamos.
É verdade, éramos grandes amigas. Completamente diferentes, mas grandes amigas.
Eu sempre fui mais racional, ela mais impulsiva. No entanto, ela era muito mais forte do que eu ao lidar com as suas emoções. E com o tempo acabou por transmitir tudo isso para mim, fazendo essa caraterística também parte da minha personalidade.
Com o tempo, a promessa feita acabou por não ser cumprida. Cada uma de nós esteve sempre demasiado ocupada com as nossas vidas. Quando ela voltava cá, combinávamos um café ou outro, para pôr a conversa em dia. A cumplicidade continuava a mesma. 
Nós mudamos muito pouco. Crescemos e ficamos mais ajuizadas, mais responsáveis. Mas as cusquices, as partilhas.. tudo nos fazia voltar atrás no tempo.
Nestes últimos dois anos, os cafés foram poucos os nenhuns. E eu teimo em pensar que a culpa disso é minha.
Agora, falamos ocasionalmente com uma troca de sms ou mensagens via facebook. Continuo a sentir a necessidade de contar-lhe muito do que acontece na minha vida, de partilhar as minhas alegrias e tristezas e saber a opinião dela e ouvir os seus conselhos. Não tenho ninguém que faça isso tão bem como ela chegou a fazer. Mas a verdade é que quase nunca faço isso..
Por vezes, nas nossas curtas conversas, parece que o tempo voltou atrás. No entanto, rapidamente volto à realidade e noto que não é nada assim.

Sinto falta destes momentos de partilha e amizade. Mas agora.. agora é continuar com as nossas vidas.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Da incompetência dos nossos serviços de saúde.

Ora bem, há precisamente 21 dias atrás o meu pai caiu e ficou com dor intensa no ombro. Dirigiu-se ao serviço de urgência, foi visto pelo médico que mandou fazer um raio-x o qual foi observado posteriormente. Olhou e analisou, concluindo que o meu pai não tinha nem fratura ou muito menos uma luxação. 
Lá veio o meu velho (que não é velho, é só a minha maneira fofa de o chamar) com uma prescrição de 2 anti inflamatórios em comprimido que, passado uma semana a tomá-los, não serviram de nada.
Então, como a dor não melhorava, voltou ao serviço de urgência e foi visto por outro médico. Chegou lá às 4h da manhã e foi atendido às 6h porque a médica estava na sua hora de descanso (ha ha ha)...
"Ah e tal, não tem nada de especial. Uma tendinite aí no ombro." 
E lá veio o meu pai com uma prescrição de 2 anti inflamatórios intra musculares (que eu tive o prazer de administrar com muito carinho no eu rabiosque) e um penso transdérmico para aliviar a dor.
Passado uma semana, terminado o tratamento com esta medicação, a dor continua a mesma (ou pior).
Com isto, o meu pai foi a outro médico que disse-lhe que não tocava no meu pai porque via-se perfeitamente que estava fraturado (pela postura, etc.) e que o meu pai devia dirigir-se a um ortopedista.
Dado esta crise em que estamos, não há grandes luxos para ir a médicos privados pagar 50 euros para consulta e outros 50 para os exames a realizar (se não mais..) e, por isso, lá foi hoje o meu pai para o serviço de urgência pela terceira vez.
Levei-o até lá (porque até conduzir custa-lhe) e no percurso fomos treinando o discurso dele. 
"O pai diz que veio aqui à primeira vez, o que fizeram e o que prescreveram. Diz que veio segunda vez, o que fizeram e o que prescreveram. E depois fala do que o médico disse-lhe. Não mexa o braço! Nada mesmo. Tem que ser assim para eles perceberem o que se passa. Se o pai disser que consegue mexer qualquer coisa, eles vão tentar despachar."
Foi logo visto pelo médico, não levou uma hora no serviço de urgência e tem uma fratura no ombro. Resultado: está de baixa até 3 de Janeiro, com o braço suspenso.
Há males que vêm por bem. Como o meu pai trabalha de noite, não ia passar o fim-de-ano connosco. Agora vai.

Mas isto é mesmo uma vergonha.
 
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