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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Está quasee!

Hoje apresentei o portfólio e correu bem, dentro do esperado. :) 
Amanhã tenho que preparar a minha auto-avaliação para quando falar com o Enf.º de referência e a professora que orienta o estágio já no dia 8. 
E... Faltam só três turnos no serviço de urgência, graças a Deus!! Estou tão fartinha disto, cansada. Dia 10 acabou-se tudo! :)
...
Volto a dizer, tenho mesmo muitas saudades do meu mais-que-tudo.. ai ai.. 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Tcharann!

Acabou-se a maratona para finalizar o portfólio.. Pronto, está feito! Missão cumprida. Falta só sublinhar umas coisinhas, colocar umas notas.. et voilá! Mas faço isso mais daqui a pouco. Fiz noite e estou cansadinha por isso vou dormir um bocadito :)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Das Urgências #2

Hoje, como disse, fiz o meu primeiro turno e gostei imenso! Vemos de tudo, fazemos de tudo (desde que esteja preparado para) e aprendemos imenso. Hoje estive um pouco mais parada do que será o normal mas mesmo assim o tempo passou a voar. Gostei imenso do ambiente que se vive em equipa, deixam-nos muito à vontade e isso ajuda imenso. Quando cheguei acho que até me esquecia de respirar tal era o nervosismo mas depressa acalmei. 
Correu tudo sobre rodas (acredito que terei dias bem piores) e estou pronta para outro turno. Está a ser bom mas poderia ser melhor se tivesse a possibilidade de encontrar o meu mais-que-tudo pelos corredores ou do outro lado da sala, mas não se pode ter tudo. (suspiro....)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Da Enfermagem.

Infelizmente, a enfermagem é muito pouco reconhecida pela nossa sociedade actualmente. Disseram-me, com muita frequência: "vais estudar para limpar m*rda e dar injecções? Tantos anos de estudo para isso!". É algo que custa a ouvir e que se ainda não ingressamos no ensino superior, faz com que suscite muitas dúvidas. Aconteceu comigo mas não me imaginava a fazer outra coisa e por isso, bati o pé e lá entrei em Enfermagem mesmo com a minha mãezinha a dizer "Oh filha, não vás para isso! Trabalhas tanto e ganhas tão pouco.".

Perguntam-me, com muita frequência, se gosto do curso que estou a tirar. Eu respondo com firmeza: adoro. Felizmente tenho tido várias oportunidades de aprendizagem, já passei por vários estágios em várias áreas. Claro que existem umas que gosto mais do que outras mas, no global, adoro a minha futura profissão.

Algo que sempre me fascinou nesta área e foi o que fez com que esta fosse a profissão por mim dedesejada é o contacto e a relação que existe entre enfermeiro-utente. Como disse, as pessoas definem muitas vezes a Enfermagem como "mudar fraldas". Não vou mentir: mudamos muitas fraldas, especialmente em serviços onde a maior parte dos utentes estão acamados. Se gosto? Oh, tem coisas melhores mas também existem coisas piores.
O que vos digo relativamente a isto é o que tenho vindo a presenciar das poucas mas excelentes experiências que tenho vindo a ter: por vezes, essa pequena coisa de que toda a gente fala como se fosse algo horrível é ao que os doentes dão mais valor e todos eles dizem muitas vezes: "Menina, desculpe! Que vergonha.." e isto toca-me imenso.
Imaginem-se numa cama durante semanas e não terem como tomar banho, urinar ou defecar sem ficarem todos sujos, não ser capaz de alimentar-se porque não conseguem mexer com os braços. Já pensaram nisso? 
Agora, imaginem ter alguém que vos pudesse fazer isso sem pedir nada em troca. Que vos aparecesse no quarto com um sorriso, mostrando que a vida ainda existe lá fora e que quando sair daquela cama, tudo recomeça? Para mim, esse é o papel do enfermeiro. 
Acreditem que nós sabemos muita coisa. Estudamos muito sobre patologias, medicação e tudo o que é feito, como o simples lavar das mãos, tem a sua razão de ser e nós também temos conhecimento disso. Durante os estágios, temos uma professora à perna que nos pergunta cada vez que damos um passo qualquer questão sobre medicação relacionando com a patologia do utente.
Mas para quem é alvo dos nossos cuidados, de que vale termos todos os conhecimentos do mundo e não sermos capazes de estabelecer uma boa relação com alguém, ser empático, respeitar o outro e acreditar nas suas capacidades?
Para mim, ser enfermeiro é mais do que o "fazer". Ser enfermeiro é cuidar, como uma mãe cuida de um filho. É mostrar que, tendo em conta cada situação, ainda há esperança. É trazer alegria à vida de alguém a quem um sorriso é difícil de arrancar.

Por isso se me perguntam se estou a gostar do curso até agora, digo com toda a certeza que sim. Nós não só cuidamos como cuidam de nós e não há nada que traga mais felicidade do que isso.
Para mim não importa o que a sociedade em geral diz. Importa-me sim o que as pessoas de quem cuido dizem dos meus cuidados e se essas estão satisfeitas, eu sou feliz.

 
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