sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Amour


Venho aqui falar do filme "Amour" de Michael Haneke.
Vi-o ontem à noite, apesar de não ser fã de filmes franceses.
Ao início não estava a convencer-me muito. O filme tem partes muito monótonas e paradas, em que fixa determinada pessoa ou uma plateia de um teatro durante dois minutos ou mais. Essas partes dá vontade de adormecer.
Para além disso, a história baseia-se essencialmente neste casal da capa e poucas mais personagens surgem durante o filme. Tem a participação da atriz portuguesa Rita Blanco que apesar de ter um papel pequenino, desempenhou-o muito bem.
Apesar da monotonia (quase) constante do filme, com o desenrolar da história acabamos por nos envolver em todos os acontecimentos e a pensar no futuro, surgindo frequentemente a expressão "e se fosse comigo?..".
Este filme mostra-nos o amour numa perspetiva diferente do que conhecemos e acaba por nos ensinar muita coisa. 
É um filme que fala essencialmente da velhice e das consequências que esta traz à pessoa. Mas também nos faz acreditar que o amour ultrapassa muitas barreiras e faz-nos agir de maneiras que são difíceis de justificar.
Para mim, (quase) enfermeira, levou-me a ver as coisas de maneira diferente e de certeza que este filme terá influência tanto na minha vida pessoal ou profissional. Este filme quase que nos obriga a colocarmos-nos no lugar de um dos personagens e é por isso que se torna tão intenso. Pelo menos tornou-se para mim.
Dei por mim, em muitos momentos, cheia de lágrimas ao ver a dedicação do marido, a paciência mas também os momentos de exaustão que este sentia, ao ver a sua esposa a perder-se dentro do seu próprio corpo.

Com tudo isto, espero ter-vos despertado um pouco de curiosidade sobre o filme. Aconselho vivamente.
E se não gostarem, podem vir aqui queixar-se. Eu percebo.
Acreditem, sei que muitos poderão achar chato logo de início mas peço-vos que aguentem. Aguentem até ao fim e vejam se vale a pena.
Para quem já o viu, deixe aqui a sua opinião :)

1 comentário:

  1. Não aguento filmes monótonos, mas parece mesmo o meu tipo de filme.

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